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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sobre a Minha Candidatura ao Parlamento


Deixei para escrever este post depois do prazo de inscrições dos candidatos aos cargos majoritários e proporcionais.
Inicio dizendo que a canalhice não tem limites. 
Muita coisa foi dita durante as manifestações dos estudantes contra a homologação do concurso da UFRGS. Algumas infantilidades - próprias do pensamento "lacerdinha", como designa Juremir Machado da Silva – eu já esperava, notadamente a de que eu seria o "articulador" das ocupações. Afirmações deste nível, infelizmente provenientes do ambiente acadêmico, ignoram solenemente a capacidade de reflexão e de crítica dos estudantes. Aliás, é fruto de uma concepção pedagógica terrorista que entende o aluno com um recipiente vazio que deve/pode ser preenchido pelo conhecimento do mestre. Além de uma grande bobagem, é um desrespeito aos estudantes e a forma pela qual reinventam, cotidianamente, a política. Trata-se de afirmação de quem se perdeu no processo histórico, de quem não tem condições intelectivas de compreender a “era das marchas e das ocupações” e a novas formas de a juventude se articular, expor suas ideias e, sobretudo, transformá-las em ato. Sobre o tema tenho redigido alguns papers e em breve disponibilizarei um artigo que está no prelo.
Mas o que me deixou bastante impressionado – e por isso afirmo que a canalhice não tem limites – foi circular a “informação” de que toda a movimentação que ocorreu, “sob o meu comando”, seria parte de uma estratégia política para lançar meu nome a um cargo eletivo. Tais notícias, postas sempre em meia voz, foram tema de debates em alguns círculos acadêmicos em certas Faculdades de Direito da província.
Pois bem, para decepção daqueles que haviam encontrado “o” motivo dos acontecimentos do primeiro semestre, sinto informar que não apenas não sou (e não pretendo ser) candidato a qualquer cargo eletivo, como nunca tive ficha de filiação em nenhum partido político.
Logicamente que isso não me impede de tomar posições quanto aos rumos da política partidária nacional, como tenho tomado. Mas os motivos das minhas escolhas para a próxima eleição serão declinados ao longo da campanha. Neste momento, esta é a única informação que pretendia dar, para deixar claro que a luta que continua sendo travada não é por centésimos (de nota), mas por transparência e idoneidade nos processo públicos de seleção para docentes.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Crítica à Execução Penal [2a edição]




Disponível para download a segunda edição do "Crítica à Execução Penal" (2007) no Academia.edu (aqui).

Crítica à Execução Penal (2a edição, 2007) - Salo de Carvalho (org)
Sumário
Parte I - Fundações
1. Teoria Agnóstica da Pena: Entre os Supérfluos Fins e a
Limitação do Poder Punitivo - Salo de Carvalho
2. A Crise de Legalidade na Execução Penal - Andrei Zenkner Schmidt
3. Prisão e Ideologia: Limites e Possibilidades para a Reforma Prisional no Brasil - Marcos Rolim
4. Análise da Execução Penal na Perspectiva da Complexidade - Miriam Krenzinger A. Guindani

Parte II - Individualização Judicial e Executiva da Pena
1. Individualização da Pena - José Antônio Paganella Boschi
2. O Dividir da Execução Penal: Olhando Mulheres, Olhando Diferenças - Samantha Buglione
3. O (Novo) Papel dos “Criminólogos” na Execução Penal:  As Alterações Estabelecidas pela Lei 10.792/03 - Salo de Carvalho 
4. Tratamento Penal: A Dialética do Instituído e do Instituinte - Miriam Krenzinger A. Guindai
5. A Psicologia entre Nuvens e Granito: Problematizando as Perícias Criminais - Júlio Cesar D. Hoenisch
6. A Lei de Execução Penal e as Atribuições do Serviço Social no Sistema Penitenciário: Conservadorismo pela Via da “Desassistência” Social - Andrea Almeida Torres

Parte III - Estrutura Disciplinar e o Regime Diferenciado
1. Direitos, Deveres e Disciplina na Execução Penal - Andrei Zenkner Schmidt
2. O Regime Disciplinar Diferenciado: Notas Críticas à Reforma do Sistema Punitivo Brasileiro - Salo de Carvalho e Christiane Russomano Freire
3. Notas Sobre a Inconstitucionalidade da Lei 10.792/2003, Que Criou o Regime Disciplinar Diferenciado na Execução Penal - Maria Thereza Rocha de Assis Moura
4. O Regime Disciplinar Diferenciado como Produto de um Direito Penal do Inimigo - Paulo César Busato

Parte IV - Jurisdição e Processo de Execução Penal
1. Execução Penal: Controle da Legalidade - Marco Antonio Bandeira Scapini
2. O papel do Juiz Garantista e a Execução Penal em tempos Neoliberais: Eichmann e Big Brother - Alexandre Rosa
3. O Ministério Público na Execução Penal - Eduardo M. Cavalcanti
4. Revisitando o Processo de Execução Penal a partir da Instrumentalidade Garantista - Aura Lopes Jr.
5. A Execução Penal e o Sistema Acusatório - Geraldo Prado
6. Da Necessidade de Efetivação do Sistema Acusatório no Processo de Execução Penal - Salo de Carvalho
7. Muito Além do Bem e do Mal: Considerações sobre a Execução Penal Antecipada - Alexandre Wunderlich
8. Crítica à Execução Antecipada da Pena: a Revisão da Súmula 267 pelo STJ - Alexandre Wunderlich e Salo de Carvalho
9. Embargos de Declaração no Processo de Execução Penal - Daniel Gerber

Parte V - Incidentes na Execução Penal
1. Crimes Hediondos e Regime Carcerário Único: Novos Motivos de Inconstitucionalidade - Tupinambá Pinto de Azevedo
2. Regressão de Regime: Uma Releitura Frente aos Princípios Constitucionais- Simone Schroeder
3. O Apenado, a Família, a LEP e a Constituição - Aramis Nassif e Samir Hofmeister Nassif
4. Breve Reflexão sobre o Indulto Condicional - Daniel Gerber
5. O Indulto e as Penas Restritivas de Direito - Salo de Carvalho
6. Prisão – Tempo, Trabalho e Remição: Reflexões Motivadas pela Inconstitucionalidade do Artigo 127 da LEP e Outros Tópicos Revisitados - Luiz Antonio Bogo Chies
7. Por Que a Súmula 715 do SFT Está Errada? Unidade de Pena e Limites de 30 Anos na Execução Penal - Luiz Antonio Bogo Chies e Marcelo Oliveira de Moura

Parte VI - Medidas de Segurança
1. Medidas de Segurança: Da Criminalização da Doença aos Limites do Poder de Punir - Ronya Soares de Brito e Souto
2. O Discurso Psiquiátrico na Imposição das Medidas de Segurança - Mariana de Assis Brasil e Weigert
3. As Medidas de Segurança no Estado Democrático de Direito: apontamentos à consecução de uma teoria agnóstica da medida de segurança - Vinícius Gil Braga

Crítica à Execução Penal [1a edição]


Disponível para download a primeira edição do "Crítica à Execução Penal" (2002) no Academia.edu (aqui).

Crítica à Execução Penal (doutrina, jurisprudência e projetos legislativos)
Salo de Carvalho (organizador)

Sumário
Capítulo I - Fundações: Da (i)legitimidade e (i)legalidade do sistema de Execução Penal
1.1 - Teoria agnóstica da pena: o modelo garantista de limitação do poder de punir - Salo de Carvalho
1.2 - A crise de legalidade na Execução Penal - Andrei Zenkner Schimidt

Capítulo II - Da individualização judicial e executiva da pena
2.1 - Individualização da pena – José Antônio Paganella Boschi
2.2 - O dividir da execução penal: olhando mulheres, olhando diferenças – Samanta Buglione
2.3 - Práticas Inquisitivas na Execução Penal (estudo do vínculo do juiz aos laudos criminológicos a partir da jurisprudência garantista do Tribunal de Justiça do RS) – Salo de Carvalho
2.4 - Tratamento Penal: a dialética do instituído e do instituinte – Miriam K. Guindani
2.5 - A psicologia e suas transições: desconstruindo a ‘lente’ psicológica na perícia – Pedro J. Pacheco e Júlio Cesar D. Hoenisch
2.6 - A Lei de Execução Penal e as atribuições do Serviço Social no Sistema Penitenciário: conservadorismo pela via da “desassistência” social – Andrea Almeida Torres
Apêndice jurisprudencial:
(1) Contradição entre laudos criminológicos e comportamento carcerário
(2) Prognósticos de reincidência (impossibilidade empírica de constatação) e ausência de arrependimento (insignificância jurídica)
(3) Ausência de fundamentação e/ou contradição do laudo
(4) Comissão Técnica de Classificação: nulidade formal do laudo pela falta de composição mínima e nulidade de decisão adesiva por falta de fundamentação
(5) Decisão judicial contrária aos laudos criminológicos

Capítulo III: Da estrutura administrativo-disciplinar
3.1 – Direitos, deveres e disciplina na Execução Penal - Andrei Zenkner Schmidt
3.2 - O labirinto, o Minotauro e o fio de Ariadne: os encarcerados e a cidadania, além do mito – Marcos Rolim
Apêndice legislativo
Garantias e Regras mínimas para a vida prisional
Apêndice Jurisprudencial
(1) Falta de instauração de procedimento administrativo-disciplinar para averiguação de falta grave
(2) Ausência de ampla defesa e contraditório no procedimento administrativo disciplinar
(3) Movimento pacífico: não configuração de falta grave

Capítulo IV: Da Jurisdição e do Processo de Execução Penal
4.1 - Execução Penal: controle da legalidade - Marco Antonio Bandeira Scapini
4.2 - O Juiz (garantista) e a Execução Penal por uma racionalidade conseqüencialista (MacCormick) - Alexandre Rosa
4.3 - O papel do Ministério Público na Execução Penal – Eduardo Cavalcanti
4.4 - A instrumentalidade garantista do Processo de Execução Penal - Aury Lopes Jr.
4.5 - A execução penal e o sistema acusatório - Geraldo Prado
4.6 - Da necessidade de efetivação do Sistema Acusatório no Processo de Execução Penal – Salo de Carvalho
4.7 - Muito além do bem e do mal: considerações sobre a execução penal antecipada - Alexandre Wunderlich
4.8 - Embargos de Declaração no Processo de Execução Penal - Daniel Gerber
Apêndice jurisprudencial:
(1) Sistema jurisdicional: exigência de ampla defesa e contraditório
(2) Necessidade de oralidade na execução penal: indispensabilidade de audiência prévia
(3) Execução penal provisória

Capítulo V: Dos incidentes da Execução Penal
5.1 - Crimes Hediondos e regime carcerário único: novos motivos de inconstitucionalidade – Tupinambá Pinto de Azevedo
5.2 – Regressão de regime: uma releitura frente aos princípios constitucionais - Simone Schroeder
5.3- O apenado, a família, a LEP e a Constituição - Aramis Nassif e Samir Nassif
5.4 - Breve reflexão sobre o indulto condicional - Daniel Gerber
5.5 - Prisão - tempo, trabalho e remição: reflexões motivadas pela inconstitucionalidade do artigo 127 da LEP - Luiz Antonio Bogo Chies
Apêndice jurisprudencial:
(1) Progressão de regime em crime hediondo
(2) Superveniência de delito (insignificante) e regressão de regime: princípio da proporcionalidade
(3) Falta de estabelecimento adequado: progressão por saltos e prisão domiciliar
(4) Indulto e comutação de pena: falta grave cometida após promulgação do decreto e inexigibilidade de avaliação criminológica como requisito
(5) Remição: remição analógica, admissibilidade em regime aberto e inconstitucionalidade do art. 127 da LEP (perda do tempo remido em decorrência de falta grave). Detração sem nexo processual.
(6) Impossibilidade de revogação de livramento condicional em decorrência de processo penal em curso
(7) Inadmissibilidade de maus antecedentes obstaculizarem livramento condicional: circunstância sopesada na aplicação da pena: bis in idem

(8) Prazo de trinta anos (art. 75 do Código Penal) como balizador para todos os direitos decorrentes da execução da pena

terça-feira, 3 de junho de 2014

Riscos do Pensamento Independente

"Em um mundo cada vez mais inseguro, em que todos corremos o risco de sermos demitidos do dia para a noite, pensar de forma independente é cada vez mais perigoso. A ordem é se enquadrar, é se adaptar, é partilhar da visão do 'time', do 'líder', abraçar os ideais da maioria para ser aceito, acolhido e, quem sabe, não ser descartado na primeira oportunidade.
Em um mundo como esse, é surpreendente ainda encontrar pessoas dispostas a viverem de acordo com seus ideais, mesmo que se prejudiquem no processo." (Jose Rodrigo Rodriguez)

http://terramagazine.terra.com.br/jose-rodrigo-rodriguez/blog/2014/06/03/edward-snowden-um-socrates-do-seculo-xxi/

Ney Fayet de Souza

Da nota teórico-afetiva do "Penas e Medidas de Segurança no Direito Penal Brasileiro", nossa (minha, da Mariana Assis Brasil Weigert e da Inês) homenagem ao mestre Ney Fayet de Souza e os nossos sentimentos à família Fayet (Ney Fayet Júnior, Fabio Fayet, Paulo Fayet).
"O primeiro contato que tive com o tema deste livro – que em sentido amplo pode ser denominado penalogia (ou penologia, como em algumas traduções do termo penology) – foi na graduação do curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Unisinos, nas aulas do prof. Ney Fayet de Souza.
A família Fayet, naquela época, já era uma referência afetiva, sobretudo em decorrência dos fortes vínculos de amizade que eu nutria com as gerações das década de 60 e 70 da família Agne. Em Santa Maria, nas casas dos Agne Ritzel e dos Agne Domingues, que frequentei durante toda a minha adolescência, os parentes de Porto Alegre eram sempre mencionados: os Agne Fayet, mas, sobretudo, a enigmática D. Ignez Valdez Weigert, que posteriormente descobri ser a matriarca dos clãs.
Para além deste olhar naturalmente afetivo e cúmplice, lembro de frequentar curioso as aulas de Penal III em 1991. A energia e a segurança intelectual do prof. Ney Fayet despertaram grande interesse pela matéria, notadamente por dois temas considerados espinhosos na teoria da pena: aplicação da pena e prescrição penal. A ênfase do professor nestes pontos, diretamente proporcional ao seu domínio, era imensa, e muitos alunos apresentavam naturais dificuldades na resolução dos casos propostos. Como todo mestre, o autor de 'A Sentença Penal e suas Nulidades' plantou uma semente de curiosidade que permanece viva até hoje. Entre os debates sobre filosofia e sociologia do direito com meu orientador Antônio Carlos Nedel, o interesse pela penalogia foi cultivado pelo professor, amigo e colega Ney Fayet de Souza Jr.
"


Papa Garantista

Se os argumentos criminológicos não eram suficientes, talvez sirvam os espirituais.
http://www.lanacion.com.ar/1696660-en-una-carta-el-papa-francisco-cuestiono-endurecimiento-de-las-penas-para-combatir-el-delito 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sobre os Concursos na UFRGS e na UFRJ: primeiras observações

Diferenças importantes
(a) Na UFRJ, assim como na maioria das Federais e na USP, o concurso para professor (adjunto e titular) é composto de uma banca de 5 membros (e não 3, como na UFRGS).
(b) O resultado final não se dá por uma média de todas as notas, mas pelo número de indicações que o candidato recebe. Assim, se eu fosse indicado por 3 professores já seria o suficiente para alcançar o primeiro lugar (obtive as 5 indicações). O critério de indicação (como na maioria das Federais e na USP) serve para que um único professor não possa prejudicar um candidato, dando notas baixas ou discrepantes.
(c) Na prova escrita, eliminatória, são sorteados 3 dos 10 a 20 pontos previstos no edital. Depois de uma hora de consulta, a banca faz de 3 a 5 questões sobre cada ponto. No meu concurso, de um dos pontos sorteados, p. ex., "Crimes contra a Fé Pública", a banca indagou sobre o o debate acerca bem jurídico tutelado, o conceito da elementar típica "documento (público ou privado)" e a diferença entre as falsidades material e ideológica. Na UFRGS é sorteado um único ponto, o que permite que a especificação na pergunta possa prejudicar candidatos com perfis diferenciados.
(d) A prova escrita e eliminatória (primeira etapa), na UFRJ, não é identificada. Não há "leitura" pública. Assim, os avaliadores atribuem os graus sem saber quem estão avaliando. A eliminação deve ser motivada pela banca.
(e) Na UFRJ não é o Departamento que escolhe a banca. O Departamento indica 10 nomes e éa Congregação que define os 5 avaliadores e os suplentes.
(f) Para a prova didática é sorteado um ponto único para todos os habilitados (na UFRGS o candidato escolhe o ponto da aula). Assim, como ocorreu na UFRJ, ontem, os candidatos lecionaram sobre o mesmo tema, não necessariamente sobre o mesmo problema porque cada um pode recortar de forma diferente o objeto. Todavia, esta escolha paritária permite uma melhor comparação e uma melhor distribuição das notas entre os concorrentes.
Semelhanças (na avaliação pessoal): as notas atribuídas ao meu currículo, à minha aula e à defesa da minha produção (memorial) foram incrivelmente semelhantes, comparando as dos membros externos que participaram do concurso da UFRGS e a de todos os membros da banca da UFRJ. Mesmo a prova escrita, apesar dos critérios totalmente diferentes, as notas não foram tão discrepantes. Por outro lado, as notas impostas pelo presidente da banca no concurso da UFRGS destoam radicalmente de todas as demais.
Acho que não preciso explicar mais nada aos que ainda duvidavam do que ocorreu na UFRGS em dezembro de 2013 e de quem foi efetivamente prejudicado.

Concurso Departamento do Estado, Direito Penal, FND/UFRJ

Comunico aos amigos e aos inimigos que acabo de ser aprovado, em primeiro lugar, indicação unânime dos cinco membros da banca, ao cargo de professor adjunto do Departamento de Direito do Estado, área de Direito Penal, da Faculdade Nacional de Direito, UFRJ.

terça-feira, 29 de abril de 2014

20 Seminário Internacional do IBCCrim


Em agosto acontecerá o 20 Seminário Internacional do Instituto Brasileiro de Ciencias Criminais. Participarei da mesa "Permanências autoritárias na legislação penal", dia 26/08, 14 horas.
O Seminário deste ano nos possibilitará comemorar a consolidação do IBCCrim como principal instituto de ciências criminais da América Latina.
Participe por acreditar!
http://www.ibccrim.org.br/seminario20/programacao

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sobre o Concurso para o Departamento de Ciências Penais da UFRGS II

"Professores dizem que foram constrangidos em concurso para docência em Direito Penal na UFRGS", matéria do Jornal Sul21 (leia aqui).

Sobre o Concurso para o Departamento de Ciências Penais da UFRGS

1. Após a divulgação final das notas, os membros externos da banca sugeriram a realização de novo concurso, alegando motivos pessoais e desconforto com o resultado.
2. Apesar da indicação dos professores, a PROGESP da UFRGS homologou o concurso, sem enfrentar a restrição registrada na ata.
3. Em razão da homologação, através do meu procurado (Marcos Laguna Pereira), apresentei recurso administrativo, ainda não julgado. Instrui o recurso com uma declaração dos membros externos da banca (professoraMariângela Magalhães e professor Fernando Galvão), na qual explicam a razão do desconforto com o resultado. O recurso foi interposto em janeiro.
4. O Centro Acadêmico André da Rocha (Caar Ufrgs), na condição de interessado, igualmente recorreu da decisão de homologação. De posse dos autos, tiveram contato com a declaração e redigiram uma nota sobre o caso (http://www.ufrgs.br/caar/?p=13006).
5. Em razão da repercussão na Faculdade, sobretudo no corpo discente, oCAAR convocou uma Assembléia Extraordinária para o dia 09 de abril (11hs) para definir uma posição em relação ao conteúdo da declaração (http://www.ufrgs.br/caar/?p=13016).
6. Divulgo a declaração, neste momento, em razão da ampla publicidade dada pelo CAAR.
7. O conteúdo é autoexplicativo. Peço a todos os interessados que leiam o documento e tirem as suas conclusões sobre a (in)idoneidade do concurso público para professor adjunto de Direito Penal e Criminologia do Departamento de Ciências Penais da UFRGS.
8. Se entenderem relevante, peço que divulgem.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Crime, Polícia e Justiça no Brasil


A área de estudos sobre crime e violência no Brasil vem ganhando espaço nos últimos 40 anos. Importantes pesquisas empíricas somadas a uma reflexão própria da realidade brasileira foram produzidas. Faltava, porém, um livro de referência, à semelhança dos handbooks de tradição anglo-saxã, oferecendo um quadro do “estado da arte” dessa área de pesquisa. Crime, polícia e justiça no Brasil mapeia e apresenta as principais abordagens e focos temáticos dos estudos sobre a área no país. Dessa forma, a obra traz não apenas as principais correntes da literatura internacional, como também incorpora os avanços teóricos e metodológicos produzidos no Brasil.
Os capítulos permitem ao leitor um panorama privilegiado da multiplicidade de posições, abordagens e aproximações institucionais e disciplinares que configuram e dão dinamismo ao corpus teórico e conceitual de um campo de estudos que tem crescido de forma acentuada nos últimos 15 anos. Novas fronteiras estão bem delimitadas, como aquelas dedicadas pioneiramente ao estudo das prisões, e outras estão ainda em formação, como é o caso dos estudos sobre políticas de segurança pública e políticas sobre drogas. Na intersecção dessas fronteiras, temas clássicos da Criminologia e das Ciências Sociais, como violência contra mulheres, direitos humanos, discriminação racial, administração da justiça e conflitos sociais, ajudaram a guiar as pesquisas e os debates intelectuais da área.
Confira abaixo a lista dos assuntos tratados neste livro:
Modernidade tardia e violência
José-Vicente Tavares-dos-Santos
Violência e ordem social
Luiz Antonio Machado da Silva
Etos guerreiro e criminalidade violenta
Alba Zaluar
Teorias clássicas e positivistas
Marcos César Alvarez
Violência e representações sociais
Maria Stela Porto
Urbanismo, desorganização social e criminalidade
Braulio Silva e Frederico Couto Marinho
Organização social do crime
Claudio Beato e Luís Felipe Zilli
Ilegalismos
Daniel Hirata
Teoria da rotulação
Alexandre Werneck
Grupos delinquentes
Luís Felipe Zilli
Cultura e subcultura
Clarissa Galvão
Criminologia cultural
Salo de Carvalho
Criminologia clínica
Francis Moraes de Almeida
Criminologia feminista
Ana Paula Portella
Criminologia e teorias da comunicação
Patricia Bandeira de Melo
Violência, crime e mídia
Silvia Ramos
Monopólio estatal da violência
Sérgio Adorno e Camila Dias
Mercadorias políticas
Michel Misse
Sujeição criminal
Michel Misse
Estatísticas criminais no Brasil
Renato Sérgio de Lima e Doriam Borges
Pesquisas de vitimização
Luis Felipe Zilli, Frederico Couto Marinho e Braulio Silva
Mapeamento criminal
Marcelle Gomes Figueira
Raça, crime e justiça
Francisco Jatobá de Andrade e Rayane Andrade
Juventude e violência
Melissa de Mattos Pimenta
Violência contra a mulher: segurança e justiça
Wânia Pasinato
Violência contra a mulher: conceito válido?
Barbara Musumeci Mourão
Delitos de proximidade e violência doméstica
Fernanda Bestetti de Vasconcellos
Crime e periferia
Gabriel de Santis Feltran
Crimes de pistolagem e de mando
César Barreira
Crime organizado
Guaracy Mingardi
Milícias
Ignacio Cano e Thais Duarte
Drogas e criminologia
Sérgio Salomão Shecaira
Crack e violência
Luis Flavio Sapori
Álcool e violência
Ilana Pinsky
O fracasso da guerra às drogas
Julita Lemgruber e Luciana Boiteux
Crime e punição na história
Marcos Luiz Bretas e Marilene Antunes Sant’Anna
Penas e punição
Ney Fayet Júnior e Carlos Thompson Flores
Aprisionamento e prisões
Fernando Salla e Luiz Claudio Lourenço
Penas alternativas
Almir de Oliveira Junior e Helder Ferreira
Sociologia da administração da justiça penal
Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo
Seletividade penal e acesso à justiça
Jacqueline Sinhoretto
Fluxo do sistema de justiça criminal
Joana Domingues Vargas
Tribunal do Júri
Ana Pastore Schritzmeyer
Justiça restaurativa
Daniel Achutti e Raffaella da Porciuncula Pallamolla
Justiça juvenil
Liana de Paula
Tortura
Luciano Oliveira
Éticas e práticas na segurança pública e na justiça criminal
Roberto Kant de Lima
Segurança pública
Arthur Trindade Costa e Renato Sérgio de Lima
Mandato policial
Jacqueline Muniz e Domício Proença Júnior
Identidade profissional policial
Paula Poncioni
Letalidade na ação policial
Samira Bueno
Vitimização profissional
Maria Cecília de Souza Minayo
Policiamento comunitário
Ludmila Ribeiro
A prevenção do crime e segurança comunitária
Andréa Maria Silveira
Participação e segurança pública
Letícia Godinho
Políticas municipais de segurança
Miriam Krenzinger A. Guindani
Redução da violência armada no Brasil
Robert Muggah, Ilona Szabó de Carvalho, Florencia Fontán Balestra, Alessandra Fontana Oberling e Monica Viceconti
Economia e crime
Mário Jorge Mendonça e Daniel Cerqueira
Pobreza, desigualdade, estrutura social e crime
José Luiz Ratton
Avaliação de políticas em segurança pública
Adriana Loche, Flavia Carbonari, Joan Serra Hoffman e Rodrigo Serrano-Berthet

sexta-feira, 28 de março de 2014

Adauto Suannes

Adauto, meu caro, você foi muito mais do que uma inspiração, foi um guia para todos nós que lutamos contra a irracionalidade dos poderes. Já sinto a falta dos teus textos, posts, e-mails. Da tua presença alegre e acolhedora. Da tua postura ética. Fique em paz.